Mais vale a ideologia ou a racionalidade da discussão?

Uma sincera análise da realidade do nosso país, que é sofrível diante da militância extremista que em nada acrescenta no nosso desenvolvimento.

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Desde o surgimento da maior onda conservadora da história da Nação Brasileira, no ano de 2018, através da figura do então Deputado Federal Jair Bolsonaro, o debate ideológico entre Direita e Esquerda tomou proporções inimagináveis, a ponto de fazer perder a importância – sob a ótica do que “dá” e o que “não dá” voto – as demandas da Educação, do Social e do Desenvolvimento Econômico, por exemplo. À exceção da COVID-19 – que igualmente se tornou palanque eleitoral para os algozes da boa política, não se fala em mais nada além dos “coxinhas” e dos “mortadelas”. Trata-se de uma discussão absolutamente desnecessária e que compromete o pleno exercício da Democracia.

Certamente o período eleitoral é o melhor momento para se discutir as mais variadas questões, incluindo, obviamente, a ideologia de cada candidato. Todavia, o assustador é que a discussão, lamentavelmente, se restringiu apenas à ideologia, não havendo mais espaço para se discutir decentemente o que mais importa, que é a necessidade de se promover amplas reformas, o enxugamento da máquina pública, evitando o desperdício de dinheiro público e cortando regalias para a classe elitista do nosso país – leia-se políticos e Poder Judiciário -, tais como Auxílio Moradia, Auxílio Paletó, e tantas outras ostentações absurdas que há tantos anos o sacrificado trabalhador pagador de impostos sustenta com o suor de seu rosto.

Admito o meu posicionamento mais conservador, alinhado à Direita, no entanto, reconheço que toda forma de posicionamento político extremista deve ser combatida e repreendida. Vivemos em um Estado Democrático de Direito e temos a garantia da liberdade de expressão que, entretanto, não pode ser confundida com uma autorização para fazer politicagem com o sofrimento alheio.

O Brasil tem pressa em voltar a crescer. Aliás, tem pressa em parar de sofrer. Mais urgente do que as questões ideológicas, que sim, têm o seu valor, é a necessidade de gerar emprego, renda e, mais do que nunca, garantir a dignidade do cidadão brasileiro.

Que os dois lados possam reconhecer isto e finalmente abandonem seus arroubos autoritários. Nosso partido e nossa ideologia, acima de tudo, tem que ser o BRASIL.

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