TIRO, PORRADA E BOMBA: Bate-boca entre vereadores movimentou a sessão da Câmara desta quinta-feira (17)

A vereadora Letícia Jotta (PSC) protagonizou uma discussão com o vereador Vinicius Corrêa (PP) em plena sessão. Os ânimos ficaram acirrados por conta da expulsão de Letícia e de Vaguinho (PPS) da base do governo na Câmara.

A sessão desta quinta-feira (17) da Câmara Municipal de Cabo Frio pegou fogo. A vereadora Letícia Jotta (PSC) subiu à tribuna para comunicar que foi expulsa da base do governo na Câmara, juntamente com o vereador Vaguinho (PPS). O motivo, supostamente, seria o pedido feito pela vereadora para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar irregularidades na Saúde do município.

No entanto, a vereadora não perdoou e direcionou acusações ao vereador Vinicius Corrêa (PP), que é líder do governo na Casa. Segundo Letícia Jotta, o que teria motivado essa expulsão seria problemas de ordem pessoal e questões partidárias com o vereador Vinicius, que prontamente solicitou um aparte na fala de Letícia para refutar as acusações. Os edis tiveram uma longa e acalorada discussão em plena sessão. Nas palavras da vereadora, a expulsão da base governista foi um “livramento”. Vinicius Corrêa logo retrucou, dizendo que também tinha como “livramento” a saída da colega da base.

Xiii… É bom não convidarem Letícia Jotta e Vinicius Corrêa para se assentarem à mesma mesa. A relação entre os dois definitivamente azedou.

Vale lembrar que a vereadora articula para assumir o comando do Progressistas (PP), partido de Vinicius. Isso teria alguma coisa a ver com esse conflito?

PROJETOS REJEITADOS 

Ao que parece, a mais nova vereadora de oposição do pedaço já começou a sentir retaliações por se rebelar contra os desmandos da administração do médico ortopedista Dr. Adriano (DEM). Todos os projetos apresentados por Letícia na sessão, dois deles com parecer rejeitado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tiveram o veto mantido e foram rejeitados.

Vinicius até tentou apaziguar e no momento da votação liberou os governistas para “votarem conforme sua consciência”. Como sabemos, não adiantou muita coisa. Era notório o descontentamento da vereadora com seu colega – ex-colega, melhor dizendo, rs.

FALTA DE RESPEITO COM A CASA DO POVO

Não vou entrar no mérito de quem está com a razão nesta discussão, no entanto, é no mínimo imprudente que o ambiente da Casa do Povo e suas sessões ordinárias sejam utilizados para lavar roupa suja e trocar farpas. Conflitos de ordem pessoal e política devem ser resolvidos fora da Câmara. O momento da sessão deve servir para discutir as questões do município e votar projetos que beneficiem a população cabofriense. Ficou feio.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos, ou melhor, as próximas sessões, para ver se os ânimos se acalmam ou a relação de amizade dos nobres edis acabou definitivamente.

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