2018: Um ano de grandes turbulências políticas

A seguir, uma breve retrospectiva do ano político em Cabo Frio, na Região dos Lagos e no Brasil

O ano de 2018 foi marcado por grandes turbulências na Política, não só em Cabo Frio como em cidades vizinhas, e no Brasil em geral. Cabo Frio, Armação dos Búzios, Rio das Ostras e Iguaba Grande trocaram de prefeitos algumas vezes – no caso de Cabo Frio e Rio das Ostras, houve a cassação definitiva dos prefeitos Marquinho Mendes e Carlos Augusto e uma eleição suplementar para o mandato ‘tampão’ até 2020. Já em Búzios e Iguaba Grande, André Granado e Grasiella Magalhães foram afastados do cargo por diversas vezes pela Justiça, contudo, liminares sempre acabaram realocando os mandatários ao poder – em Iguaba a situação foi ainda mais grave, pois até mesmo uma eleição suplementar em curso foi anulada.

Resultado de imagem para marquinho mendes pngVoltando a Cabo Frio, a eleição suplementar deu cabo à instabilidade política. Marquinho Mendes (MDB), mesmo inelegível, concorreu “sub judice” nas eleições de 2016, governou sob liminar de 01 de janeiro de 2017 até 24 de abril de 2018, quando finalmente o TSE cassou o registro de sua candidatura e o afastou definitivamente do cargo no dia 10 de maio, convocando o presidente da Câmara, Aquiles Barreto (PRB), a assumir interinamente o Executivo. E Marquinho, mesmo tendo sido cassado, disputou a eleição suplementar, na mesma condição de liminar. Resultado de imagem para marquinho mendes pngNão fosse o bom senso da população que o derrotou nas urnas com mais de 2 mil votos de diferença, Cabo Frio possivelmente vivenciaria uma terceira eleição. Felizmente não ocorreu. Contudo, apesar de ter sido uma grande vitória o fim da instabilidade política em Cabo Frio, o governo do prefeito eleito no processo eleitoral extemporâneo, Dr. Adriano Moreno (REDE), não atingiu as expectativas, pelo contrário, muitos dos problemas vivenciados pelo município foram agravados, como as deficiências na Saúde. Nos hospitais e postos, faltam medicamentos e insumos básicos.

Resultado de imagem para jair bolsonaro png No cenário nacional a Política também foi bastante turbulenta. Neste ano vimos uma eleição presidencial extremamente polarizada. Também vimos a disseminação de milhares de fake news, e até um atentado que quase tirou a vida do presidente eleito (então candidato). A ascensão de Bolsonaro ao poder se deu, na grande verdade, pelo descrédito popular com a classe política e a “esperança de renovação” que ele representava, apesar de estar na Política há pelo menos duas décadas. A onda conservadora, propulsionada por Jair Bolsonaro nesta eleição, varreu o país.

Creio que em outros estados brasileiros também, porém aqui no Rio de Janeiro vimos, perplexos, grandes caciques enfrentarem derrotas acachapantes, como os herdeiros políticos dos integrantes da Gangue dos Guardanapos – Eduardo Paes (DEM), Marco Antonio Cabral (MDB), Leonardo Picciane (MDB) e Danielle Cunha (MDB). A única exceção foi Franciane Motta (MDB), esposa do quase ex-deputado – e presidiário -Paulo Melo. Os deputados estaduais de Cabo Frio, Janio Mendes (PDT) e Silas Bento (PSL), também não se reelegeram – Silas, sagaz, nem chegou a concorrer.

2018 foi um ano de grandes surpresas. A população deu a sua resposta nas urnas. Esperamos agora um trabalho contundente dos nossos representantes. A exemplo do “escreveu, não leu, o pau comeu”, fica o alerta: se elegeu, não mostrou serviço, vai ser botado pra fora em 2022. Vale também para os nossos prefeitos e vereadores, já que em 2020 teremos eleições municipais. É bom eles abrirem os olhos.

Que venha 2019!

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