Sobre a greve dos profissionais da Educação de Cabo Frio

É sabida por todos a delicada situação em que se encontra a cidade de Cabo Frio – e não me refiro ao orçamento, pois esse hoje é mais do que suficiente para se fazer um bom governo, mas sim à incapacidade administrativa dos atuais gestores. O caos está disseminado por toda a cidade. Greves, protestos, problemas e mais problemas que nunca cessam, só crescem abundantemente… Marquinho Mendes (MDB) vive um dos seus piores momentos na vida pública. Impopular e crucificado pela população, o prefeito de Cabo Frio tem dado o exemplo do que NÃO SE DEVE FAZER na administração de um município

Entretanto, no artigo de hoje quero me limitar a falar da Educação, mais precisamente da greve dos professores. Todos sabem que na gestão passada fui um dos que militaram contra o movimento sindicalista do SEPE Lagos – na época, inclusive, devido ao declínio econômico e às dificuldades para manter o pagamento em dia, defendi o Prefeito Alair Corrêa e cheguei a organizar um ato pedindo o encerramento do ano letivo e a entrega dos boletins dos alunos. É preciso salientar, contudo, que a realidade econômica era outra, a Prefeitura estava no vermelho e tinha uma perda de receita em mais de R$ 250 milhões ao ano (aproximadamente R$ 20 milhões todos os meses), isso, certamente, prova que não faltou vontade do então governante para quitar os seus débitos, mas sim recursos em caixa para fazê-lo.

Gostaria de dizer que meu posicionamento permanece o mesmo: SOU FAVORÁVEL AOS ALUNOS. Também não quero aqui ser radical ao ponto de desqualificar as cobranças dos educadores, pois acredito que todo trabalhador é digno do seu salário. Todavia, por outro lado, se fizermos uma retrospectiva deste movimento grevista desde o início – em meados de 2015, aproximadamente -, veremos que a categoria não obteve resultados significativos para si até o momento, a não ser que acreditem que prejudicar a vida escolar de mais de 40 mil alunos seja algo benéfico.

Observando a postura do atual prefeito em relação à Educação, concluímos que nenhum dos muitos acordos firmados foi cumprido. O discurso de “sensibilidade” e “respeito” ao servidor público ficou nas promessas megalomaníacas da campanha eleitoral. É preciso esclarecer o seguinte:

1°) Somente no ano de 2017 a Prefeitura arrecadou R$ 100.000.000,00 ( CEM MILHÕES DE REAIS ) a mais do que a antiga gestão em 2016.

2°) O processo de recuperação financeira não parou por aí. Num período de 25 dias a Prefeitura recebeu, somente de parcelas dos Royalties do Petróleo a quantia de R$ 31.000.000,00 ( TRINTA E UM MILHÕES DE REAIS ), enquanto, no mesmo período, o governo passado arrecadava cerca de R$ 4 milhões.

3°)  Os representantes da categoria rejeitaram qualquer tipo de diálogo com o então prefeito Alair Corrêa. De maneira autoritária e irresponsável, o sindicato preferiu iniciar uma guerra pessoal com Alair. Manifestações desrespeitosas – como o bloco de carnaval (no ano de 2016, se eu não me engano) em frente ao apartamento do ex-prefeito, onde ofenderam a moral de Alair Corrêa e sua família, até mesmo à sua idosa esposa Zete, que chegou a passar mal por conta do ocorrido. Isso impediu uma negociação equilibrada e, consequentemente, a solução deste grandioso problema.

4°) Nós consideramos abusivo o fato do governo municipal atrasar o salário do servidor público se há dinheiro para pagar – como é o caso de Marquinho Mendes. Eu tenho certeza que hoje muitos servidores concordam comigo, porém, em 2016 tinham orgulho de declarar apoio, posar em fotos e marcar presença em todos os eventos da campanha do atual prefeito. A verdade nua e crua é que 44 mil cabofrienses caíram no conto do vigário, e muitos deles eram servidores da administração pública.

Boa tarde!

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