R$ 3,538,000,000 é a estimativa de arrecadação do município de Cabo Frio nos próximos 4 anos

Plano Plurianual (2018-2021) foi a pauta da audiência pública promovida pela Prefeitura

A cidade de Cabo Frio passa por uma crise sem precedentes. Teve início lá atrás, em 2015, e deve continuar até o fim de 2018. A previsão de novas demissões na Prefeitura abalou a cidade, e levou a uma pergunta: o que o governo irá fazer com o quase bilionário orçamento previsto para o ano que vem? Toda essa fortuna é insuficiente para cobrir os gastos públicos e alavancar a economia local? Por incrível que pareça, a resposta é SIM, o governo não tem dinheiro suficiente para grandes realizações, pelo menos não para 2018. Todavia, isso se dá graças ao ‘inchaço’ na folha salarial.

Perceba: o município está a um passo de extrapolar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina que somente 54% do total arrecadado pelos cofres públicos podem ser destinados a pagamento de servidores. Atualmente, 53,94% da entrada de receitas é utilizada para esse fim. Do montante previsto a ser arrecado pelo município no ano que vem, R$ 750 milhões – correspondentes a 88% de todo o orçamento – devem ser destinados ao pagamento do funcionalismo e a manutenção da máquina pública.

A previsão, de acordo com o Plano Plurianual (2018-2021), é que o município arrecade em torno de R$ 3,538,000,000 (Três bilhões e quinhentos e trinta e oito milhões de reais) nos próximos 4 anos – sendo, respectivamente, R$ 845 milhões em 2018, R$ 863 milhões em 2019, R$ 897 milhões em 2020 e R$ 933 milhões em 2021. Enxugar gastos, para o governo, significa demitir funcionários. Com 6 hospitais em funcionamento, mais de 100 escolas na Rede Municipal de Ensino e centenas de postos de saúde da família, a demissão coletiva acarretaria em grandes prejuízos na prestação desses serviços. Porém, ninguém acredita ser viável reduzir gastos absurdos do governo, como a devolução das dezenas de carros alugados, o corte de benefícios como ‘vale-combustível’ e a radical diminuição no valor pago pela coleta de lixo. Como julga o próprio prefeito, deixando isso claro no dia da sua posse, “farinha pouca meu pirão primeiro”.

Enquanto propaga crise, o prefeito, seus subordinados e vereadores (a maioria deles, pelo menos) nada fazem para contê-la, permanecem imunes ao sofrimento imposto ao povo. É, no mínimo, repudiante.

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