Governo menospreza Educação e prioriza Comsercaf em orçamento enviado à Câmara

Já começaram as articulações em torno da LOA 2018, a Lei Orçamentária Anual, que nada mais é do que a estimativa de arrecadação municipal para o ano seguinte. A Câmara deve votar todas as alterações no projeto até o dia 07, e após isso iniciar o recesso de fim de ano.

O texto original enviado pelo Poder Executivo à Câmara prevê um orçamento de R$ 845 milhões. A retirada de R$ 50 milhões do valor destinado à Educação deu o que falar na cidade. O valor subtraído da pasta de Alessandro Teixeira (cerca de 20%) cairá nas mãos de Claudio Moreira, presidente da Comsercaf – autarquia responsável pelo lixo da cidade. O orçamento da autarquia teria um aumento em torno de 115%.

A Prefeitura, em parceria com o Poder Legislativo, realizou na manhã de ontem (30), no auditório do Palácio Tiradentes, uma audiência pública, que contou com a presença de especialistas, e discutiu o Plano Plurianual (2018-2021) – a previsão orçamentária para os próximos anos. E, claro, que a pressão popular fez o governo ceder: a Câmara votará mudanças e distribuirá essa receita que beneficiaria somente a Comsercaf entre outras pastas – deve devolver parte desse dinheiro para a Educação (para a manutenção de escolas e construção de creches) e elevar a arrecadação da Coordenadoria de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Obras e outras duas superintendências. A partir de proposições de vereadores, é possível prever que a Comunicação também saia perdendo – cerca de R$ 1,5 milhão, que seria investido em propagandas institucionais da Prefeitura.

O governo bem que tentou amenizar o episódio do corte de verbas da Educação realizando uma audiência pública para dar “transparência” às contas do município, mas saiu desgastado do mesmo jeito. A maquiavélica manobra deu errado.

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